Todo mês
Olho o sangue que escorre
Entre minhas pernas
E cai em mim todo peso
Um fardo que carregamos
Nas costas e no útero
Ser mulher.
Árduo.
Não me olhe como mero objeto
Não me toque como objeto
Não viva como um,
Mulher, não se faça um.
E, agora que possuímos
Uma [falsa?] liberdade
O que fazemos com ela?
O que você faz com ela?
O que eu faço com ela?