domingo, 21 de novembro de 2010

Não sei.

Todo mês

Olho o sangue que escorre

Entre minhas pernas

E cai em mim todo peso

Um fardo que carregamos

Nas costas e no útero

Ser mulher.

Vida feita de sacrifícios.

Árduo.

Não me olhe como mero objeto

Não me toque como objeto

Não viva como um,

Mulher, não se faça um.

E, agora que possuímos

Uma [falsa?] liberdade

O que fazemos com ela?

O que você faz com ela?

O que eu faço com ela?